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Uma cidade rara e nada banal

Costumo dizer aos amigos que se o Rio tivesse uma atração turística, só uma, já seria uma cidade maravilhosa. “Apenas” a Enseada de Botafogo, calma, barquinhos parados, as montanhas abraçando… É mais que suficiente.

Quando levo turistas até o Pão de Açúcar, fico magnetizada. Mais boquiaberta que eles, sempre!

Depois o percurso pela cidade, Urca, Cristo, Lagoa, Dois Irmãos, o Aterro (ou Parque) do Flamengo. A primeira vez que estive no Rio foi para a formatura do Gil, namorado na época, marido hoje. Cheguei pelo Galeão e fomos para o Leme pelo aterro. Foi um caminho fascinante.

Era verão, dezembro, àquela hora no fim da tarde em que as sombras fortes vão embora e só fica a luz. O verde claro da grama, os grupos de palmeiras, as massas de árvores iguais, envolventes. Foi nesse passeio que comecei a me tornar paisagista.

Dá ou não dá vontade de bater palmas?

No livro “Flores Raras e Banalíssimas”, Carmen L. Oliveira descreve o nascimento do Aterro de forma encantadora, falando de Lota de Macedo Soares, uma mulher admirável que reuniu e comandou a equipe de estrelas para concretizar seu sonho. Gente como o Roberto Burle Marx, Augusto Reidy e Esthel Medeiros.

Foi ela quem pediu ao Governador da época para fazer da área do aterro um parque, com árvores e áreas de lazer para todas as idades.

Não sei se o carioca nascido na cidade (porque existem cariocas de fora, como eu) sabe disso, mas a grama daqui é mais verde. Não é clichê, não, ela realmente é menos cinza do que a das outras cidades. As árvores também, têm folhas maiores, e em mais quantidade também.

Falando em coisas cariocas, olha que coincidência. O Globo publicou hoje uma matéria sobre o Bruno Barreto na capa do Segundo Caderno e lá em um dos últimos parágrafos anuncia que o cineasta está trabalhando em um filme baseado no livro. Boa notícia.

Um verão bem suculento

001suculenta.gifNo nosso calor tropical ou nos desertos da África, cada espécie de planta tem o seu jeito de sobreviver. Da mesma forma que o coqueiro guarda, em cada côco, toda aquela água cheia de nutrientes para poder se reproduzir em solos arenosos, a família das suculentas também conserva líquidos (os chamados “sucos”, daí a origem do nome) dentro das folhas e caule para resistir a climas mais difícies.

 

As propriedades que conservam os cactus cheios d’água são as mesmas que fazem a aloe vera matéria-prima daqueles produtos de beleza que usamos tanto no verão (principalmente depois das inevitáveis queimaduras de sol).

 

Por isso, as plantas dessa espécie são algumas das mais fáceis de manter em climas tropicais como o nosso. As suculentas produzidas em viveiros estão acostumadas a condições mais amenas, com um pouco de sol e água por dia, sem exageros. Já as versões “naturais” são mais resistentes a exposições mais longas ao sol – mas também exigem um pouco mais de água. Para um jardim regado todos os dias, é preciso um bom sistema de drenagem: em jardineiras, por exemplo, é importante ter um ralo para escoar o excesso de água.

 

Além de tudo isso, elas se reproduzem com muita facilidade: é só tirar uma folhinha e plantar, molhando a terra um pouco [a cada dois dias]. Depois de [uma semana], você já tem uma linda suculenta enfeitando o jardim.