Arquivo do mês: março 2011

Repelente de mosquito caseiro

Aí, outro dia, o Seu Sebastião, encanador, me disse que capim-limão
funciona que é uma beleza.

Fiquei super curiosa. Imagina, essa gramínea, ao natural, perfumando a
casa e ainda por cima espantando os mosquitos. Coisa muito da luxuosa.

E saí a fazer.

Um maço generoso de capim-limão lavado, seco com ou pano de prato. Papel toalha não, pra não gastar mais do que se deve. O capim pode ser picado grosseiramente. Aconselho a não desperdiçar o talo branco, que fica junto às raízes, porque o óleo essencial é bem mais abundante ali.

Colocar as folhas em um vaporizador, completar com álcool e esperar a
solução tomar uma cor. Isso leva uns dois dias, e depois é só jogar por aí.

E, olha, vale a pena.

Se os mosquitos se espantaram eu não sei ainda, mas eu adorei. O
cheirinho me lembra coisas boas: família, infância…

Pode experimentar.

No meio do jardim, havia uma pedra

Usar pedras no jardim. Quanto maiores, melhor. É uma forma de dar peso,
consistência, mostrar que aquele jardim sempre esteve ali. Que pertence
àquele espaço.

É um acabamento perfeito. Quanto mais irregulares, pontiagudas e
quebradas, melhor.

Mas temos que ter o cuidado de não comprar pedras retiradas de rios,
áreas sem autorização do Ibama. Este cuidado também serve para terra
preta, areia, barro, plantas. Porque se existe uma primeira lição na cartilha
de um paisagista é que não se pode fazer jardim em um lugar a partir da
destruição de outro.

A melhor forma de conseguir pedras é em terrenos que precisaram
ser “cortados” e terraplanados antes de uma construção autorizada. Ou
seja: tudo nos conformes.

O resultado é surpreendente.